sábado, 20 de agosto de 2011

Deus abençoe os trocadores de ônibus.


[uma consideração]
tudo bem que a gente pode ter vontade de agarrar aqueles mindinhos com a unha ligeira(?)mente maior e arrancar a sobra no dente pra eles deixarem de ser nojentos e catucões de melecas do nariz, mas deuz abençõe* os trocadores de ônibus. por um salário irrisório, meus amigos, eles lidam diariamente com mais imbecis do que a maioria de nós lidará durante toda a vida.

[o diálogo]
agosto, aquele mês sem feriados ou alegrias, em que nascem os malditos leoninos (amygos leoninos, beijostxamo!), aproximadamente 19h30, volta do trabalho.

passageira aleatória impede que todos os que aguardavam pacientemente numa (oi?) fila (sim, ela existe, mocinha) entrem no ônibus para tirar uma dúvida.

passageira aleatória - moço, esse ônibus passa na praia de icaraí?
trocador - não passa, não.
passageira aleatória - ahm... mas ele não para lá, não?
trocador - ?

[alternativa de resposta]: claro, minha senhora. é que, nesse trecho, o motorista liga o turbo e o ônibus sobrevoa um pedaço do trajeto. dessa forma, apesar de não passarmos pela praia, somos capazes de parar lá.

*vocábulo especialmente grafado para homenagear as diversas inscrições que lemos todos os dias nos bancos destes maravilhosos veículos terrestres. qual foi a tia que ensinou que tinha til ali? a mesma que disse que a vírgula era a pausa pra respirar? #becharamechicoteia

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