domingo, 28 de agosto de 2011

Nesse ciclo sem fim



Ontem eu fui ao cinema assistir ao mesmo filme que assisti há 17 anos atrás. Sim, tô velha, mas esse não é o ponto. Fui com minha mãe, como há 17 anos atrás. Somos muito ligadas e tal, e, geralmente, o que me irrita a irrita também, só que numa proporção 42 vezes maior. Acho que é a idade (Malzaê, Mamis!). Só que tô indo pelo mesmo caminho =(

Lanchamos rapidão e partimos pro cinema.

O Rei Leão. Filme infantil, né? Sabe como é. Criança e cinema é uma combinação que pode incomodar bastante. Mas cê vai lá porque quer ver a versão 3D de um de seus desenhos da Disney preferidos.

E quem te irrita mesmo? Duas adultas. Ironia da vida, mãe e filha que, provavelmente, foram ao cinema no mesmo clima que você.

Dois seres humanos que NÃO PARAM DE FALAR UM SEGUNDO! Quer pior? A menina, possivelmente da minha idade, antecipa as cenas e falas: "agora Timão vai começar a chorar", "olha, é a Nala", e blablablablabla, nesse ciclo sem fim...

Amg, te odeio, CALABOC E VAI VER O FILME! Eu cheguei a reclamar porque, né, sou filha de Maria Luiza to pilequinho vou querer mais um.

O que eu fiz pra merecer isso?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

paralelepípido

então - aviso logo que eu adoro começar frases com então e que se dane quem acha isso feio e coisa de paulista -, quero começar agradecendo o espaço para desabafos aleatórios. meu sonho era encontrar pessoas tão irritadas quanto eu em momentos não somente de tpm. encontrei. tem dia que o céu está cinza escuro, a poesia torta e a canção desafinada. ficar quieta demais nessas horas = gastrite.

quando eu comecei a ler isto tudo aqui bateu uma identificação. e logo me lembrei de uma situaçãozinha – é zinha mesmo porque para muitos passaria despercebida – que fez meu coração bater tumtumtumtuMtUMTUMMMMMaaahHH. aí pensei: oba, é um blog coletivo? tamoaê.

estava eu caminhando pelo belo campus do gragoatá da minha ainda e para sempre universidade federal fluminense. para quem não sabe, estão rolando algumas obras no espaço. além de novos prédios, rampas estão sendo colocadas e também pistas para cadeirantes. até aí, morreu neves. já tinha visto a placa do governo federal avisando sobre a obra e sobre a importância da acessibilidade nas universidades. achei o máximo (lê-se nada mais do que obrigação). mas continuando a caminhada, passam por mim duas mocinhas elegantes. diálogo segue:

mocinha elegante 01 – nossa, mais obra!

mocinha elegante 02 –e eu acho esses paralelepípidos tão bonitos, uma pena mexer.

Mocinha elegante 02 – mas acho que estas pistas vão ficar bonitas também.

Mocinha elegante 01 – pode ser. vamos poder andar de salto sem tropeçar.

Mocinha elegante 02 – com certeza.

esperava eu gargalhadas das duas ao fim. não. elas estavam falando sério. elas realmente pensam isso. elas não entenderam o motivo da obra. elas estavam no prédio de serviço social. oi? morro lentamente.



mas a semana tá só começando, né não? e que a gente mereça um bocado de coisa boa!

beijo, tchau.


O mais novo velho orkut da última semana



Galëre dimivida! Chegou a hora de reclamar do novo (velho?) orkut. Feicibuque já era, é coisa do passado, a moda agora é namorar pelado o Google+. Conhece? Não? Nem eu. Me mandaram convite lá. Sabe qual foi o primeiro querido relacionado para ser meu amg? Um ex-babaca! Haja esperteza, hein, seu Google-sabe-nada-do-inferno!

Ainda não mexi naquilo, fico esperando o momento em que vão me ensinar a bloquear o mundo na nova (velha?) rede social. E aí ela perder todo o sentido, porque, né, rede social foi criada pelo capeta, é a encarnação tecnológica dos ideais diabísticos de stalkeamento, fofoquice e olhograndismo!

Mas agonia mesmo eu tenho de gente que tem 849 mil amgs no malbendito do Face. E ainda quer MAIS. Quer ser MEU amigo! Misericórdia! O que eu fiz pra merecer isso? Você quer ser o quê? Miguxo igual ao do post da Su aqui embaixo?

Aliás, a maioria dos perfis lotados é de miguxos típicos. Gente postando baboseiras de polegadas (tamanho do pé na tabela de conversão de idiotismo para normalidade), confirmando presença em qualquer evento bosta da cidade, e, claro, espalhando a miguxice pela world wide web.

Aí ceis me dizem: Bloqueia, chata, deixa de ser mala! Mas eu te pergunto: Quanto tá custando bom senso, dignidade e bom gosto? Quer amigos? Contente-se com uns poucos e bons, valem mais que qualquer número de “pessoas relacionadas”. Quer networking? Espalhe uns currículos por aí e demonstre competência. Quer ser influente? FIQUE RICO!

E não encha meu saco!

Tô ranzinza!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Meu miguxo e eu.

bom dia, amiguinhos, já estou aqui. gostaria, hoje, de relatar algo que acontece com milhares de brasileiros todos os dias e que não pode seguir impune: a miguxagem.


[manhã do dia X - hoje]
a pessoa sonolenta caminha pelas ruas da cidade, ligeiramente animada pelo sol e pela iminência da sexta-feira. quando, quando, quaaaaaaando: pula na sua frente, aquele ser miguxento, que consegue arreganhar os dentes de manhã e não vê problema em gritar com você no meio da rua:

- oeEEeeEee, oieeeeee!
- [pokerface] o-o-ooi!
- e aínnnnnnnnnnn, tudo beeeeeeeeeeinnnn?? carambáááÁá, que saudadeeees de vocÊêê!
- [a gente se conhece de onde mesmo?] hehe. pois... é.
- entÃÃÃooon, vamos marcar, caráh! precisamos marcar algo, um almoço... melhor choppinho, né? vou te mandar um e-mail!
[resposta imaginária] não, obrigada. [/fim da resposta imaginária] hehehe, é mesmo...
- tá óóatximo, então. um beijo, tá, linda!
- tá...

passos para o lado contrário, tremores percorrem o corpo enquantos os tímpanos se refazem da agressão inesperada.

me diz, gente. o que eu fiz pra merecer tanta efusividade? tanta fofura? tanta miguxice logo de manhã?
por que essas pessoas desconhecidas teimam em quicar na frente da gente pra marcar chopps imaginários que todo mundo sabe que não vão acontecer? oi, amigue, eu quase não LEMBRO da sua cara, fato que você também não lembra de metade do meu nome. tá concorrendo a cargo político? pra quê? por quê?



eu, hein. vamos ficar cada um do seu lado da calçada seguindo o conselho dos pinguins sagazes? todo mundo repetindo comigo: sorria e acene, por menos awkward moments na vida das pessoas.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Diabo Verde



Bem, vou começar me apresentando. Eu sou Renata, aquela que tem as informações inúteis para o seu dia-a-dia. Odeio realities. Odeio mais ainda quando começo a assistir no primeiro dia e depois não consigo largar mais. Vira V-Í-C-I-O. Pode me julgar, TO NEI AE!

O da vez é A Fazenda. Tá cheio de mulher da vida: Rachel Pacheco (ou seja, Deborah SeOPSÉISSONAO, Bruna Surfistinha), Monique Evans Titia Louca, Valesca-Quero-te-dar-Poposuda, Dani Bolina (ex-Paniquete, oi? quei é voce?), Ana Markum (atriz decadente cujo último papel de sucesso foi imitar uma ex-peã (sou burra não, Britto Junior chamou as mulheres de PEÃ, em certo dia) no programa do Tom Cavalcante, Renata Banhara (personalidade da mídia, segundo o site da Record, aka ex-mulher de pagodeiro AND forrozeiro - cada um a seu tempo, tá? -, boca de soia, e desfilante do ~carnaval~ de São Paulo), tinha uma Tarciane, Taciana, TarciANTA, whatever, modelete desconhecida. E por fim, Joana Machado! Antecipo logo que sou #teamJoanaMachado pra vida (até o fim dA Fazenda, não precisa se preocupar). Quem me conhece sabe a história de Joana (se não souber, googla: Joana Machado + Adriano + amarrada na árvore + Chatuba). Mulher PHYNA!

Ceis acham que Fazenda tá putaria e tal, que essa mulherada tá dando pra todo mundo e mais um pouco. Enganaram-se! Chama atenção na Fazenda um cara. Ele é campeão do mundo. Paraquedista. Já apresentou programa em emissora líder de audiência (Record mesmo, só to enchendo a bola um pouco). Cara legal, né? Pessoa que faz esporte e tal. Deve ser gente boa...

Errrr...

NOT not NOT not

MISOGINIA, conhecem? Homem que ODEIA mulher. Que acha que mulher não pode ter opinião. Que tá aí, ó, pra obedecer Homem. Porque, afinal, o que seria de nós sem eles? Na boa, O QUE A GENTE FEZ PRA MERECER GENTE BABACA? E gente babaca que acha que homem pode e mulher não? Que diz que mulher tem que se dar ao respeito? Meu filho, seu conceito de respeito é deturpado. Se me dou ao respeito, ou não, é problema meu (o pobrema é meu, a vida é minha! - outro reality, sorry!).

Guilherme Pádua é o nome dele. Pra não ser confundido com o assassino, prefere ser chamado de Gui Pádua. Eu chamo de Guilherme mesmo. Babaca da pior espécie. Julga o comportamento de Joana (e das outras mulheres) como se ele fosse o baluarte da decência. Porque ela tem mil tatuagens de homem. Porque ela se esfregou em outro cara e tem namorado. É uma puta. Guilherme fala tudo pelas costas, obviamente. E ela reage? Claro, só que de frente (ela é Frontal, diria Banharinha, a neologista)!

Infelizmente vemos gente assim todos os dias.

Esses dias conheci um certo ser que só deixa a namorada pintar a unha de Paris (Risqué, Su), porque vermelho é cor de puta. Segundo ele, a namorada só pinta a unha de vermelho no dia do aniversário dela, porque ele deixa. Na boa, VAI SE FUDER, AMG! O que eu fiz pra merecer isso?


Chefes mulheres para misóginos babacas, essa é a campanha! Esses caras que estão aí todo dia dizendo barbaridades como: "mulher consegue tudo com decote", "mulher minha não faz isso", "não vai sair com essa roupa", "só conseguiu porque é bonita", "deu pra todo mundo essa piranha", e outras mais, são dignos de pena e merecem uma babaconilda que aceita esse tipo de submissão como mulher.

Desabafei.

sábado, 20 de agosto de 2011

Deus abençoe os trocadores de ônibus.


[uma consideração]
tudo bem que a gente pode ter vontade de agarrar aqueles mindinhos com a unha ligeira(?)mente maior e arrancar a sobra no dente pra eles deixarem de ser nojentos e catucões de melecas do nariz, mas deuz abençõe* os trocadores de ônibus. por um salário irrisório, meus amigos, eles lidam diariamente com mais imbecis do que a maioria de nós lidará durante toda a vida.

[o diálogo]
agosto, aquele mês sem feriados ou alegrias, em que nascem os malditos leoninos (amygos leoninos, beijostxamo!), aproximadamente 19h30, volta do trabalho.

passageira aleatória impede que todos os que aguardavam pacientemente numa (oi?) fila (sim, ela existe, mocinha) entrem no ônibus para tirar uma dúvida.

passageira aleatória - moço, esse ônibus passa na praia de icaraí?
trocador - não passa, não.
passageira aleatória - ahm... mas ele não para lá, não?
trocador - ?

[alternativa de resposta]: claro, minha senhora. é que, nesse trecho, o motorista liga o turbo e o ônibus sobrevoa um pedaço do trajeto. dessa forma, apesar de não passarmos pela praia, somos capazes de parar lá.

*vocábulo especialmente grafado para homenagear as diversas inscrições que lemos todos os dias nos bancos destes maravilhosos veículos terrestres. qual foi a tia que ensinou que tinha til ali? a mesma que disse que a vírgula era a pausa pra respirar? #becharamechicoteia

oi, gente.

este blog vai se dedicar a porra nenhuma descrever os absurdos ordinários. aqueles momentos de cada dia que, se você estivesse num dia de fúria, ba-bau: metralhava todo mundo.

compartilhando o momento em que a gente pensa "o que eu fiz pra merecer isso?".